Gestão Financeira Empresarial

FERRAMENTAS QUE PODEM SER IMPLANTADAS NO SEU NEGÓCIO

Estruturação e Implantação de Departamento Financeiro, Implantação de processos de trabalhos para CONTAS a PAGAR, CONTAS a RECEBER, CONCILIAÇÃO BANCÁRIA, GESTÃO DO CAIXA, FATURAMENTO, implantação de Sistema e Controles Gerenciais para apuração do  FLUXO DE CAIXA PREVISTO e REALIZADO agrupados por Fluxo Operacional, Fluxo de Financiamento e Fluxo de Investimento, ORÇAMENTO, ESTUDOS e ESTRATÉGIAS TRIBUTÁRIAS para redução da carga tributária, MODELAGEM DA INFORMAÇÃO PARA APURAÇÃO DE CUSTOS POR SEGMENTO DE NEGÓCIO OU PRODUTO para extração de diversos indicadores, tais como: Evolução das Receitas, Margem de Contribuição por produto, Margem Bruta, Evolução dos Custos e Despesas, Margem Líquida, Ebitda/Lajida, entre tantas outras informações gerenciais estratégicas.

Controlar o que entra e sai diariamente do caixa da empresa é extremamente importante, entretanto apenas visualizar os números sem uma metodologia organizacional de nada adianta, pois, nenhum entendimento estratégico poderá se retirar deles.

Toda sustentabilidade do negócio está intrinsecamente atrelada à disponibilidade de recursos financeiros, e com isso, saber equalizar o PMR (Prazo médio de recebimento) com o PMP (Prazo médio de pagamento) é essencial para a saúde financeira da organização.

Normalmente nestes desníveis, entra em cena o CAPITAL DE GIRO que normalmente advém de financiamentos bancários atrelados à juros e IOF, e que a partir de então, fará parte do fluxo de pagamento dentro das respectivas datas vincendas programadas.

Diante de toda essa dinâmica é muito importante enxergar esses números de entradas e saídas bem organizados em grupos de contas financeiras, pois é através destas, que conseguiremos entender melhor o reflexo das tomadas de decisões em números realizados no caixa da empresa.

Ter um sistema com agrupamentos de contas e suas evoluções numéricas dia a dia é o ponto inicial para um bom controle financeiro. A exemplo, é importantíssimo se visualizar o caixa previsto ou a realizar de 3 prismas diferentes:

1) FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL

Dentro deste fluxo, encontraremos todas as contas que fazem parte diretamente do negócio da empresa. Aqui encontraremos contas que compõem os CUSTOS VARIÁVEIS, CUSTOS FIXOS, TRIBUTAÇÃO SOBRE A VENDA E SOBRE O LUCRO, DESPESAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS, DEPRECIAÇÃO/AMORTIZAÇÃO/EXAUSTÃO (aqui não se fala em Amortizações de financiamentos bancários, mas sim de imóveis, equipamentos, instalações, móveis e utensílios, veículos, etc)

2) FLUXO DE CAIXA DE FINANCIAMENTOS

Dentro deste fluxo, encontraremos os recursos de terceiros que financiam o negócio, ou seja, que serviram para cobrir o desnivelamento entre entradas e saídas em um determinado período. Neste Fluxo encontraremos as contas de AMORTIZAÇÃO DE FINANCIAMENTOS BANCÁRIOS, JUROS SOBRE FINANCIAMENTOS BANCÁRIOS, IOF, JUROS SOBRE CHEQUE ESPECIAL OU CONTA GARANTIDA, TARIFAS BANCÁRIAS DIVERSAS e também os JUROS DE MORA SOBRE ATRASOS DE PAGAMENTOS. Podemos encontrar também a AMORTIZAÇÃO DE CAPTAÇÃO JUNTO AOS SÓCIOS OU ACIONISTAS, bem como a remuneração por este recurso emprestado, ou seja, JUROS SOBRE EMPRÉSTIMOS DE SÓCIOS OU ACIONISTAS.

3) FLUXO DE CAIXA DE INVESTIMENTO

Dentro deste fluxo encontraremos os recursos investidos nas opções que normalmente os bancos disponibilizam, mas não só os disponibilizados pelas instituições financeiras. Encontraremos aqui as contas de RETORNO SOBRE INVESTIMENTO EM TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO, RENDIMENTO SOBRE APLICAÇÕES AUTOMÁTICAS (normalmente as contas correntes já tem uma conta aplicação atrelada que transfere automaticamente os recursos de sobra no dia para a aplicação e automaticamente devolve com rendimentos que passam a compor o saldo bancário), RESGATE DE TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÕES ou RESGATE DE OUTROS INVESTIMENTOS, e também as APLICAÇÕES FINANCEIRAS que é justamente o momento em que tira-se os recursos do banco e lança em aplicação.

Com estas contas principais recebendo os valores de entradas e saídas diariamente, consegue-se entender as decisões tomadas pela direção da empresa. Neste modelo, a exemplo, conseguimos identificar se os recursos da operação foram suficientes ou não para cobrir suas despesas e custos, e se não, qual foi o volume de caixa necessários de terceiros para cobrir a falta de caixa da operação. Ainda, visualizar o quanto de caixa a empresa desembolsou para seus investimentos, se está imobilizando muito ou pouco o valor de caixa disponível mensalmente. Também é possível verificar o quanto se gastou remunerando os terceiros que financiam a operação (bancos, sócios, fornecedores, etc), e assim, tirar percentuais que mostrarão a participação de cada GASTO sobre o volume de RECEITA, e assim, entender com clareza o que está acontecendo por dentro dos números.

Para se ter as informações reais e que demonstrem os números bem organizados, faz-se necessário desenvolver um PLANO DE CONTAS FINANCEIRAS que serão as recebedoras dos números quando da realização dos recebimentos e pagamentos. A exemplo, podemos organizar o grupo de FOLHA DE PAGAMENTO em vários níveis de controle, por exemplo:

  • FOLHA DE PAGAMENTO
  •     PROVENTOS
  •         Salários
  •         Horas Extras
  •         Periculosidade/Insalubridade
  •         DSR
  •    BENEFÍCIOS
  •         Vale Transporte
  •         Vale Refeição ou Vale Alimentação
  •         Plano de Saúde
  •    ENCARGOS
  •         FGTS
  •         INSS

Fazendo um bom e organizado plano de contas financeiras, fica bem mais simples analisar as evoluções mensais das contas e assim ter-se a noção das distorções mensais e demandar forças em tempo hábil para ajustar correções.


O maior erro cometido pela maioria dos profissionais que gerem as finanças é fazer todas as análises partindo dos demonstrativos contábeis processados mensalmente. Como contador, sei da importância e essencialidade que tem o Balanço Patrimonial, a DRE, Demonstrativos de Fluxo de Caixa entre outros. Os números contábeis normalmente levam em consideração as NOTAS FISCAIS DE ENTRADA (fornecedores) e as NOTAS FISCAIS DE SAÍDAS (clientes). Orçar projetando resultados futuros somente através dos demonstrativos financeiros oficiais provavelmente não apresentará as margens reais do negócio. Por isso, uma apuração gerencial é extremamente importante.

Quando se fizer um orçamento gerencial é importante ter em mente o que queremos prever: ORÇAMENTO DE CAIXA OU ORÇAMENTO DE RESULTADO DO NEGÓCIO.

ORÇAMENTO DE CAIXA

Nada mais é do que tomar nota de todos os vencimentos mensais, a exemplo, água, luz, telefone, internet, manutenções, honorários contábeis e advocatícios, folha de pagamento seus benefícios e encargos, tributos, etc, bem como, tomar nota também do que entrará efetivamente no caixa da empresa. Confrontando as previsões de ENTRADAS e SAÍDAS, tem-se o saldo previsto de caixa, que poderá ser negativo ou positivo. Para projetar de forma eficiente o caixa, o histórico de cada conta é importante, pois através de uma média, projetamos o futuro.

Sabendo antecipadamente de um possível saldo negativo de caixa para os próximos 3 meses, por exemplo, já se começa a buscar estratégias de como levantar os recursos para cobrir com as obrigações neste período: buscar junto aos bancos, ou junto aos sócios, ou resgatar aplicações financeiras.

ORÇAMENTO DO RESULTADO DO NEGÓCIO

Aqui estou falando de ORÇAMENTO DO RESULTADO MENSAL, onde projetaremos receitas, tributação dentro da estratégia utilizada para redução da carga tributária levando em consideração o REGIME TRIBUTÁRIO do LUCRO REAL, LUCRO PRESUMIDO ou SIMPLES NACIONAL. Projetaremos os CUSTOS VARIÁVEIS dentro da PRODUÇÃO PROJETADA, CUSTOS FIXOS, DESPESAS, RESULTADO FINANCEIRO, RESULTADO NÃO OPERACIONAL e a projeção do IR e CSLL.

Com isso conseguimos analisar as MARGENS EBITDA/LAJIDA e LÍQUIDA. Pronto!!! Uma vez aprovado o ORÇAMENTO GERENCIAL, agora é só apurar o realizado mensalmente e fazer as devidas comparações conta-a-conta verificando os desníveis e levantando as informações junto aos gestores dos reais motivos que elevaram ou diminuíram as margens.

DIFERENÇAS ENTRE OS DOIS TIPOS DE ORÇAMENTO

Vamos analisar duas contas tributárias: uma ESTADUAL e outra MUNICIPAL. Vamos analisar o IPVA e o IPTU.

Características do IPVA

O IPVA no Estado do RJ pode ser quitado em até 3 parcelas normalmente vencíveis nos 3 primeiros meses de cada ano. Também pode ser quitada em cota integral.

Suponhamos que um veículo X tenha de pagar um valor de R$ 1.200,00 de IPVA no ano de 2019. O proprietário tem a opção de pagar em 3x 500,00 ou uma única parcela no valor de R$ 1.200,00. Sabendo que os vencimentos são 20/01, 20/02 e 20/03 e que o proprietário optou por quitar em 3x de R$ 500,00

Como ficará o ORÇAMENTO para CAIXA e para RESULTADO DO NEGÓCIO:

· ORÇAMENTO DE CAIXA

  • Provisionar R$500,00 para vencimento no mês de JANEIRO
  • Provisionar R$500,00 para vencimento no mês de FEVEREIRO
  • Provisionar R$500,00 para vencimento no mês de MARÇO

· RESULTADO DO NEGÓCIO

Pegaremos os R$ 1.500,00 e dividiremos por 12 (meses) e encontraremos R$ 125,00. Este será o valor que lançaremos mês a mês na projeção do resultado do negócio.

Obs: não levando em consideração o seguro DPVAT e nem a TAXA de LICENCIAMENTO; também não levando em consideração os encargos agregados devido o parcelamento em 3x.

Quando buscamos entender o negócio e suas margens, o impacto caixa não pode acontecer, pois estamos verificando o negócio aplicando o PRINCÍPIO CONTÁBIL DA COMPETÊNCIA.

O mesmo acontece com o IPTU, que normalmente vence em até 6 parcelas, mas que a apropriação é para 12 meses. Assim também é a questão dos seguros, onde pagamos, a exemplo, em 5x mas a cobertura vale por 12 meses.


É extremamente importe que uma empresa conheça muito bem os seus custos e despesas. Para isso, uma série de regras devem ser levadas em consideração tais como:

  • Estruturação do ORGANOGRAMA e os cargos dentro de cada setor;
  • Estudar o(s) Sistemas de controles e entender as informações disponíveis para coleta e análise;
  • Elaborar planilhas com as parametrizações de cálculos a fim de se transformar dados em informações;
  • Elaborar um plano de contas da DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício);
  • Fazer a separação das informações que irão compor os agrupamentos:
  • CUSTOS VARIÁVEIS
  • CUSTOS FIXOS
  • DESPESAS
  • Gerar apuração de cada setor administrativo, pois através desta apuração consegue-se elaborar estratégias diversas para redução de despesas ou mesmo entender se um determinado setor está custando muito além do que o mercado pratica. Abaixo alguns setores comuns dentro de uma empresa:
  • FINANCEIRO
  • COMPRAS
  • MARKETING
  • GERÊNCIA
  • SUPERVISÃO
  • DIRETORIA
  • DP
  • RH
  • MANUTENÇÃO

Com tudo parametrizado, inicia-se a coleta das informações e posterior apuração do resultado. É muito importante saber separar o que é CUSTO VARIÁVEL, CUSTO FIXO, DESPESAS, RECEITAS. Conhecer bem como as saídas serão organizadas nestes grupos de contas é primordial para se conseguir fazer projeções do negócio a partir de um possível crescimento nas receitas ou mesmo uma redução delas, entender se o volume das despesas estão de acordo com o mercado ou se precisam, urgentemente, serem minimizadas para tornar o negócio sustentável, projetar o negócio considerando os variados REGIMES TRIBUTÁRIOS e qual deles trará uma melhor margem para o negócio. Olha como é importante uma apuração de custos de qualidade.

No ORÇAMENTO DO RESULTADO DO NEGÓCIO, a MARGEM EBITDA e MARGEM LÍQUIDA são dois dos principais KPI's para o empresário, pois mostram o seguinte:

EBITDA

Fonte: https://www.dicionariofinanceiro.com/ebitda/

O acrônimo EBITDA significa Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, que é a tradução da expressão em inglês Earnings before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization.

O cálculo do EBITDA permite conhecer quanto a companhia está gerando de caixa com base exclusivamente em suas atividades operacionais, desconsiderando os impactos financeiros e dos impostos.

Esse indicador financeiro, também conhecido como LAJIDA, é bastante utilizado por empresas de capital aberto e por analistas, uma vez que permite verificar o real desempenho da companhia em dado período sem a influência de fatores difíceis de serem mensurados.

Vantagens do uso do EBITDA

O EBITDA é mais preciso para medir a produtividade e a eficiência do negócio do que o seu resultado final. Por exemplo, ao comparar a evolução desse indicador, um analista consegue saber se uma empresa se tornou mais eficiente de um ano para o outro, sem a influência de fatores externos.

O indicador é útil, por exemplo, para medir o desempenho de empresas endividadas, pois os encargos que essas empresas precisam pagar podem reduzir em muito o seu lucro ou mesmo resultar em prejuízo. Ao se olhar para o EBITDA, é possível ver se a empresa está sendo produtiva e eficiente, o que indica potencial para pagar suas contas e gerar caixa no futuro.

Da mesma forma, um EBITDA negativo significa que a operação da empresa não está sendo rentável. Isso não quer dizer, porém, que ela necessariamente está tendo prejuízos no seu resultado final, já que pode estar tendo ganhos, por exemplo, com o retorno de investimentos.

MARGEM LÍQUIDA

Fonte:https://maisretorno.com/blog/termos/m/margem-liquida

A margem líquida nada mais é do que a porcentagem de lucro líquido que uma determinada empresa possui em relação a sua receita total.

O cálculo para conseguir extrair tal informação, pode ser feita com os seguintes itens de uma DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício);

Margem Líquida = (Lucro Líquido/ Receita Bruta)

Com o resultado dessa pequena divisão, você terá em mãos a margem líquida de uma empresa.

Como funciona a Margem Líquida?

A Margem Líquida é derivada do Lucro Líquido, valor que é resultado de toda a apuração do DRE.

Uma das formas de avaliar uma empresa é através de sua margem líquida. Para começar, se a margem da empresa em questão for negativa, isso significa que a mesma possui prejuízo.

O prejuízo fica evidente, uma vez que o cálculo, como já foi demonstrado, leva em consideração os dois pontos do DRE.

No início temos a Receita Bruta da firma e, lá no final, depois dos impostos, despesas e custos, temos o Lucro Líquido.

Se a firma não consegue gerar Lucro líquido, então, ao final de tudo, a mesma possui prejuízo.

Na análise é bom verificar quais são os motivos para tal. Prejuízos nem sempre são sinônimo de algo ruim.

O funcionamento desse indicador é esse: a Margem Líquida é um instrumento de estudo para investidores e empreendedores.

Para que serve a Margem Líquida?

Já mencionamos um caso sobre uma empresa que está gerando prejuízos, mas e se a mesma vem conseguindo lucros? Então você pode ficar atento à porcentagem do lucro realizado.

Geralmente, investidores gostam de empresas com margens altas, na casa dos 20%. Isso significa que a firma possui alguma vantagem competitiva.

Essa vantagem pode estar relacionada com a marca (exposição) ou de repente com algo relacionado ao produto ou serviço. Tudo isso pode acabar entrando na análise.

Bancos e instituições financeiras em geral também utilizam a métrica da Margem Líquida para conseguir avaliar se vão emprestar determinado valor a uma empresa ou de repente liberar uma linha de crédito.

Quando estamos tratando de somas altas, com parcelas que vão durar vários meses, os bancos costumam solicitar uma série de documentos das empresas. Dentre eles o Balanço Patrimonial e o DRE estão entre os mais solicitados.

Através desses dois relatórios contábeis, os bancos fazem uma série de análises, trabalhando inclusive com fórmulas para conseguir determinar certos aspectos da empresa.

Dentre eles temos a Margem Líquida. Caso a firma esteja passando por um mau momento, ou de repente a mesma nunca conseguiu gerar bons lucros, a linha de crédito pode não ser liberada.

Para aquelas empresas que contam com margem positiva e alta, provavelmente a relação com o banco deve ser muito boa.

Não podemos esquecer-nos dos investidores! Para aqueles que procuram boas empresas para investir, sejam acionistas da bolsa de valores ou até mesmo aqueles que estão

pensando em comprar uma operação (como um todo) devem fazer um estudo sobre o ativo.

A Margem Líquida nesses casos pode ser alvo do interesse com relação a eventuais distribuições de lucros!

Quando uma empresa possui alta Margem Líquida, é possível que a mesma possa distribuir os lucros aos seus acionistas.

Não estamos falando em sua totalidade, porém, uma parcela pode ser o suficiente para remunerar aqueles que compraram suas ações.

Nesse sentido, todos os investidores (tanto aqueles que gostariam de comprar a operação toda, quanto os pequenos acionistas) tem interesse nesse número!

Querendo ou não, a existência de uma empresa está baseada em sua rentabilidade, em seus lucros!